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A década perdida da Microsoft: Anos 2000

Em um olhar perspicaz sobre a história da Microsoft, o jornalista premiado Kurt Eichenwald realizou uma entrevista à Vanity Fair, sobre a era dos anos 2000 na empresa, declarando-a como uma “década perdida”. Seu artigo, revelou detalhes intrigantes sobre a adoção do Stack Ranking, um sistema de avaliação de desempenho que causou ondulações profundas no tecido da organização.

O Stack Ranking, também conhecido como Curva de Sino ou Curva Forçada, funcionava assim: os funcionários eram classificados em categorias de melhor, médio e pior desempenho, com base em comparações internas, sem um referencial de qualidade externo. Esse processo, destinado a eliminar os 10% de pior desempenho a cada trimestre, independentemente de sua contribuição geral, desencadeou uma competição interna feroz e corrosiva.

Eichenwald, capturou a voz dos funcionários e ex-funcionários da Microsoft, que apontaram o Stack Ranking como uma das práticas mais prejudiciais da empresa. Em suas palavras, “se você estivesse em uma equipe de 10 pessoas, você entrava no primeiro dia sabendo que, não importando se todos fossem bons, 2 pessoas receberam uma avaliação ótima, 7 teriam notas medíocres, e 1 teria uma nota terrível”. Essa abordagem não apenas minou a colaboração, mas também gerou uma mentalidade de competição interna exagerada.

A miopia do sistema ficou evidente com a falta de um padrão de qualidade externo para avaliar os funcionários. Essa falta de referência resultou em um cenário onde alguns poderiam ser rotulados como bons enquanto outros, apesar de terem desempenho satisfatório, seriam classificados como ruins.

O dilema do Stack Ranking revela lições valiosas. Em primeiro lugar, destaca-se a antítese entre a busca por expurgar membros de baixo desempenho e a criação de um ambiente de desenvolvimento humano saudável. A competição intensa provocada pelo sistema gerou insegurança e competitividade tóxica, prejudicando o bem-estar da equipe.

Segundo, a história da Microsoft nos lembra que não devemos adotar cegamente práticas de grandes empresas. Erros, mesmo cometidos por gigantes da indústria, podem ser prejudiciais e contraproducentes. O Stack Ranking, que supostamente deveria promover a excelência, levou a uma estagnação interna e abriu portas para o avanço exponencial de competidores como Google e Apple.

Assim, o caso da Microsoft serve como um lembrete crucial da importância de equilibrar a avaliação de desempenho com o desenvolvimento humano, além de questionar a replicação de práticas que não se adequam a todas as organizações.”

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Link:
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Referências:
https://gizmodo.uol.com.br/decada-perdida-o-que-microsoft-fez-de-errado-e-certo-nos-anos-2000/ 

 

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