A estratégia resiste sem a cultura?

Você já ouviu falar sobre como a cultura come a estratégia? A frase: “A cultura come a estratégia no café da manhã” é de Peter Drucker (1909-2005) pai da administração moderna.

Mas será que acreditamos em algo que não vemos, não medimos e assim, não gerenciamos? Ter um plano estratégico com o apoio de objetivos claros e desafiadores é bom para o crescimento da empresa, mas e a cultura que motiva todos da equipe a continuarem engajados, em que lugar fica?

Em uma organização, a cultura não é apenas representada pela missão, visão e valores que estão adesivados nas paredes, mas prioritariamente pelos comportamentos e atitudes praticados por seus líderes no dia a dia. A cultura organizacional explora o lado humano de uma organização, contemplando práticas, símbolos, valores, comportamentos, hábitos, políticas, crenças e rituais adotados, que têm como principal finalidade direcionar o comportamento das pessoas e suas atividades.

A cultura sem estratégia

Enquanto a estratégia aponta o que fazer para alcançar resultados excepcionais, a cultura de uma empresa é o seu porta-retrato. É para onde seus integrantes olham sempre que precisam saber se o que estão fazendo ou pretendem fazer é o mais adequado. A cultura da sua empresa é como um código ético, com todas as práticas referenciais de como as coisas são feitas. No entanto, para muitos gestores é difícil tocar nesse assunto, porque eles acreditam que a cultura já está consolidada ou têm medo de ferir as tradições. Por causa disso, a equipe sai prejudicada, tendo de trabalhar num ambiente de mentalidade obsoleta.

É preciso garantir o básico

Uma cultura fragilizada não será forte por uma estratégia bombástica. Uma metodologia moderna de trabalho, que estimule o diálogo e priorize a transparência entre todos, com menos hierarquia e mais autonomia: isso sim constrói uma cultura forte. Se você quiser fazer uma reforma, considere esses quesitos. Líderes podem aprender muito com suas equipes se, em vez de rivalidade, incentivarem uma “mentalidade de dono(a)” em cada integrante. Ou seja, mostrar que todos devem levar até o fim os projetos em que trabalham e que serão recompensados por isso.

É preciso ter coerência

Líderes coerentes sabem que a estratégia de uma empresa revela a sua cultura. É inevitável. Você identifica quando os chefes falam de uma gestão descentralizada, porém existe uma clara hierarquia e os líderes não são acessíveis ao time.

Conhecer e gerir a cultura

É fundamental a realização do conhecimento e do gerenciamento da cultura de forma consciente, levando em consideração o que a empresa está vivendo, quais os comportamentos, decisões e processos que vão ajudar no crescimento, dando importância a cada pessoa das equipes.
Por isso, é fundamental pensar muito bem antes de definir estratégias e identidade organizacional, pois, a teoria terá que ser colocada em prática. E esse é o segredo: a tal da coerência.

Conclusão

Não existe cultura boa ou ruim, entretanto existe a Cultura certa para se ter coerência entre o discurso e a prática para criar um ambiente propício ao alcance das estratégias e objetivos. Caso a cultura necessária não seja possível de implementar, deve-se rever as estratégias.

Portanto, ter o foco no capital humano, promovendo uma forte cultura faz com o relacionamento seja sólido e o negócio bem sucedido. O time se sente mais preparado e suas atividades são realizadas com maior engajamento, de forma que a confiança faz com que a cultura esteja alinhada com a estratégia.

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